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Dossiê — E2 (ambiente dedicado alugado e isolado)

Fonte: auditoria "Manus AI" (2026-09-01), seção 3, entregável E2. Veredito da auditoria: Não comprovado — a infraestrutura dedicada e isolada existe, mas a auditoria não recebeu evidência documental (termo do provedor, residência de dados, política de destruição).

Este dossiê separa o que já é comprovável pelo repo/infra (fatos preenchidos) do que falta evidência documental (template a preencher).


1. O que a auditoria exige (E2)

Dedicação, residência de dados, isolamento do provedor, acessos privilegiados, snapshots e destruição.


2. Fatos comprováveis pelo repo/infra (já preenchidos)

2.1 Topologia do ambiente dedicado

O ambiente de produção do small-pine ("Chatsubo") é uma VM FreeBSD dedicada com jails VNET, alcançada publicamente por um gateway WireGuard Vultr e com o cluster de inferência (Enverge) em um provedor separado.

ComponenteEndereço / hostPapel
Chatsubo (prod-machine)chatsubo.ianfernandez.tec.brVM FreeBSD dedicada, host dos jails
SSH de gestão64.176.23.125entrada SSH do prod-machine (Vultr)
Gateway WireGuard216.238.118.15relay público Vultr (wg0 gestão / wg1 workload)
Enverge Slurm login35.189.126.228cluster de inferência (GPU)

Fonte: ~/dev-machine/ansible/group_vars/prod_machine/vars.yml (chatsubo_public_host, chatsubo_public_relay_ipv4, small_pine_enverge_login_ip), group_vars/dev_machine/vars.yml (wrkflw_prod_machine_ssh_host).

2.2 Isolamento de rede (jails VNET + PF)

Cada serviço roda numa jail VNET com bridge/epair próprio e CIDR dedicado, disjunto do dev_machine. O small-pine só alcança os peers de egress nomeados (allowlist), nada mais.

JailBridge/epairCIDR
small-pinebridge0/epair0172.31.100.0/24
kafkabridge1/epair1172.31.101.0/24
qdrantbridge2/epair2172.31.102.0/24
datomicbridge3/epair3172.31.103.0/24
Slurm Stage-1bridge9172.31.110.0/24

Fonte: prod_machine/vars.yml (bloco de comentário do topo + small_pine_egress_peers), pf-management.conf.j2.

2.3 Snapshots / backup

MecanismoO que faz
zfs-backupsnapshots ZFS semanais idle-gated para o segundo disco, AES-256-GCM
backup-encryption-migrationmigra datasets legados não-criptografados → criptografados
security-updatessystem-snapshot.sh antes de qualquer mudança de pacote

Fonte: deployer/services/zfs-backup/role/meta/main.yml, deployer/services/backup-encryption-migration/role/templates/backup-encryption-migrate.sh.j2, deployer/services/security-updates/role/tasks/main.yml.

2.4 Acessos privilegiados

(ansible_become_password referenciado do vault, nunca em texto plano).

de operadores antes de qualquer mudança.

vultr_relay_access.yml (lista explícita, não aberta).

Fonte: prod_machine/vars.yml (topo), roles/access-safety/tasks/main.yml, group_vars/dev_machine/vultr_relay_access.yml.


3. Template de evidência a preencher (fatos fora do repo)

Os itens abaixo não estão no repo — são documentos/termos que só o proprietário da infra pode fornecer. Cada linha é um campo a preencher com o documento ou o fato correspondente.

#Item exigido (E2)Evidência a anexarStatus
1Termo do provedor (dedicação)contrato/termo do provedor da VM Chatsubo (Azure) e do gateway (Vultr) atestando que o recurso é dedicado ao NeoTek⬜ a preencher
2Residência de dadosregião/datacenter onde residem os dados (Azure region da VM, Vultr region do gateway, GCP region do Enverge)⬜ a preencher
3Isolamento do provedorevidência de que o provedor não tem acesso administrativo ao conteúdo (chaves de criptografia em posse do NeoTek, não do provedor)⬜ a preencher
4Política de destruiçãoprocedimento documentado de destruição/limpeza dos dados ao fim do contrato (ex.: zfs destroy + wipe dos discos)⬜ a preencher
5Retenção de snapshotspolítica de retenção dos snapshots ZFS (quantos, por quanto tempo)⬜ a preencher
6Inventário de acessos privilegiadoslista atual de quem tem acesso root/operator à VM e ao gateway (além do que está em vultr_relay_access.yml)⬜ a preencher

4. Conclusão

A implementação do ambiente dedicado e isolado está comprovada pelo repo (jails VNET com CIDRs disjuntos, PF allowlist, backup ZFS criptografado, escalação não-interativa). O que falta para fechar o aceite de E2 é a evidência documental da seção 3 — termo do provedor, residência de dados, política de destruição — que é um gap de *evidência*, não de *implementação*.

Próximo passo: preencher a tabela da seção 3 com os documentos/termos do provedor e a política de destruição, e anexá-los ao pacote de validação (E10).


5. Anexo — E1 (escopo e governança)

Em 2026-09-03 o DOSSIER-MVP-V1-e1-e2-e10-e11.md foi removido: ~70% era índice dos dossiês dedicados; a parte própria dele (E1) está preservada aqui.

5.1 Estado real de E1 (fonte: auditoria "Manus AI" 2026-09-01, §3)

O que a auditoria exige: dossiê aprovado, matriz de papéis, classificação do corpus, métricas de sucesso.

Item exigidoOnde estáEstado
Matriz de papéisconfig.clj:178 ::roles-config (operator/admin/user/teste) + ::users (ianffcs/pcms/ctni.teste)✅ existe no código, mas não como documento de governança aprovado
Classificação do corpusowner pinha/dev-machine (docs, kb, ADRs, código) — ingest-pinha-corpus.clj✅ implícita no seed, não documentada como classificação
Métricas de sucesso❌ ausente
Dossiê aprovado❌ ausente

Gap: a matriz de papéis e a classificação do corpus existem no código mas não foram promovidas a um documento de governança assinado. Falta um docs/governance-mvp-v1.md que consolide papéis, classificação e métricas.

5.2 Padrão comum dos entregáveis não-código (E1/E2/E10/E11)

A implementação existe no repo/infra, mas a evidência documental não foi produzida ou enviada à auditoria:

EntregávelImplementaçãoEvidência
E1 (governança)matriz de papéis + classificação no código❌ documento aprovado ausente
E2 (ambiente)VM dedicada + jails + backup⏳ seções 2–3 deste dossiê
E10 (baseline)tooling de benchmark + dashboard prontos⏳ dossiê dedicado (DOSSIER-MVP-V1-e10-baseline.md)
E11 (operação)deploy/verify/backup reproduzíveis⏳ dossiê dedicado (DOSSIER-MVP-V1-e11-operacao.md)